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Crescimento da banda larga em São Paulo traz avanços no acesso, mas ainda enfrenta limites de instalação e cobertura
Alta penetração da internet convive com demoras na ativação, exigências de documentação e cobertura móvel desigual, fatores que continuam moldando o dia a dia de conectividade dos moradores.
Como apuramos esta matéria

São Paulo registra 80% de cobertura 4G e 56% de cobertura 5G, com 10 operadoras de banda larga fixa e 15 de telefonia móvel em atividade até julho de 2026. Esses números coexistem com uma concentração de mercado em que a Vivo detém 49,1% das assinaturas de banda larga fixa e a Claro, 39,7% das conexões móveis. O cenário evidencia tanto a expansão do acesso quanto as lacunas que ainda comprometem a estabilidade da conexão para residências e empresas.
Por que os padrões de conectividade importam agora
O acesso à internet sustenta o trabalho, a educação e os serviços públicos em toda a cidade. Com 90% dos domicílios conectados em 2023, a parcela ainda sem serviço e os 16% que dependem exclusivamente de conexões móveis enfrentam restrições quando linhas fixas não estão disponíveis ou em períodos de congestionamento. A velocidade mediana da banda larga fixa chegou a aproximadamente 183,56 Mb/s no início de 2025, enquanto a mediana móvel ficou em torno de 80,97 Mb/s, mas essas médias não eliminam as diferenças entre bairros nem entre usuários de diferentes operadoras.
Limitações práticas no dia a dia
Planos de fibra com 300 Mbps custam entre R$ 15 e R$ 30 por mês, mas a ativação pode levar de uma a duas semanas e exige um CPF válido. A Vivo registra velocidade média de download de 171,1 Mb/s em sua base atual de clientes. Esses dados mostram que o preço, por si só, não determina a rapidez com que o morador conseguirá usar o serviço nem se todos os domicílios conseguirão cumprir a etapa de documentação.
Questões que permanecem em aberto
A fatia de mercado concentrada em duas grandes operadoras levanta dúvidas sobre as opções disponíveis e a pressão sobre os preços ao longo do tempo. A cobertura 5G parcial, de 56%, significa que algumas regiões ainda dependem de tecnologia móvel mais antiga. A exigência de CPF no momento da contratação pode criar barreiras para moradores sem registro fiscal formal. Esses fatores se somam ao dado de que 74% dos domicílios utilizam banda larga fixa e de que há múltiplas operadoras disponíveis no mercado.
Moradores que estão avaliando planos podem comparar as velocidades medianas atuais divulgadas para serviços fixos e móveis e confirmar os prazos de ativação diretamente com as operadoras. Verificar os mapas de cobertura para o endereço específico continua sendo o passo mais seguro antes de assinar qualquer contrato.