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Osesp 2026 Season Opens with Stockhausen Brazilian Premiere in São Paulo
Sob a direção do maestro Thierry Fischer, a orquestra inicia o ano com uma obra que distribui três grupos de músicos ao redor do público, na antiga Estação Júlio Prestes.
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A Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp) abre sua Temporada 2026 na Sala São Paulo, sua sede na região da Luz, instalada na antiga Estação Júlio Prestes. Reconhecida internacionalmente por sua acústica, a sala recebe o concerto de abertura entre 5 e 8 de março, sob a direção do maestro Thierry Fischer, diretor musical e regente titular da orquestra.
O destaque da estreia é "Gruppen", do compositor alemão Karlheinz Stockhausen (1928-2007), obra escrita entre 1955 e 1957 e considerada um marco da música do século 20. Composta para três orquestras, a peça exige que os grupos de músicos sejam posicionados ao redor do público, criando um ambiente sonoro que envolve a plateia por todos os lados. Segundo a Osesp, é a primeira vez que a obra é apresentada no Brasil.
Uma temporada sobre transformação
A programação de 2026 foi concebida em torno da ideia de mudança e escuta, com repertório que valoriza o coletivo e o entendimento das diferenças. Além dos concertos na Sala São Paulo, a Osesp utiliza a Estação Motiva Cultural para apresentações de câmara, recitais e outras formações, ampliando as possibilidades para o público ao longo do ano.
A instituição costuma manter uma política de democratização do acesso, com diferentes séries de concertos e valores variados de ingresso. Para quem gosta de música sinfônica, a temporada é uma oportunidade de conhecer tanto obras desafiadoras, como a de Stockhausen, quanto o repertório mais tradicional, em um dos espaços de concerto mais celebrados da cidade.
Erguida na antiga Estação Júlio Prestes, na Luz, a Sala São Paulo combina a imponência arquitetônica do prédio ferroviário com uma acústica considerada uma das melhores do país. Durante os concertos, o público pode aproveitar o intervalo para assistir ao "Falando de Música", atividade de contextualização realizada na Estação Motiva Cultural, espaço complementar usado também para récitas e concertos de câmara. A obra de abertura, "Gruppen", tem cerca de 25 minutos e representa um dos momentos mais ousados da programação, ao romper com o formato tradicional em que os músicos se concentram em um único palco. Mantida pela Fundação Osesp, a temporada segue uma política de democratização do acesso à música sinfônica.