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Municipal Market Celebrates Nearly 100 Years Serving 50,000 Weekly Visitors
Projetado pelo escritório de Ramos de Azevedo e inaugurado em 1933, o Mercado Municipal reúne cerca de 300 boxes e recebe por volta de 50 mil pessoas por semana.
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Conhecido carinhosamente como Mercadão, o Mercado Municipal Paulistano é um dos passeios mais tradicionais de São Paulo. De acordo com a Prefeitura, o local abriga cerca de 300 boxes e recebe, semanalmente, por volta de 50 mil pessoas, que encontram de frutas e grãos a queijos, vinhos, embutidos, doces e temperos. O público é igualmente eclético, formado por moradores, gourmets e turistas do Brasil e do mundo.
Construído em uma área de 12.600 m², com pé-direito que chega a 16 metros, o edifício explora a iluminação natural por meio de claraboias e vitrais, num projeto do escritório do arquiteto Ramos de Azevedo. A obra, iniciada em 1928, foi pensada para substituir um antigo mercado da Rua 25 de Março e para ser um marco da metrópole do café, próximo à rede ferroviária e às margens do rio Tamanduateí.
De depósito de munições a polo gastronômico
A história do prédio tem um capítulo curioso: concluído por volta de 1932, teve sua inauguração adiada pela Revolução Constitucionalista, e chegou a servir como depósito de armas e munições. A abertura oficial ocorreu em 25 de janeiro de 1933, data do aniversário da cidade. Em 2004, um restauro criou o mezanino que hoje abriga restaurantes, e o conjunto é reconhecido como patrimônio pelo Condephaat.
Hoje, além de entreposto de alimentos, o Mercadão se firmou como polo cultural e turístico. Entre os clássicos que atraem visitantes estão o sanduíche de mortadela e o pastel de bacalhau, servidos nas lanchonetes do térreo e do mezanino. Localizado no quadrilátero formado pelas ruas da Cantareira, Comendador Assad Abdala, Mercúrio e Avenida do Estado, é uma parada fácil de combinar com um roteiro pelo centro histórico paulistano.
A popularidade do Mercadão começou a crescer no fim da década de 1930, com a chegada das primeiras linhas de bonde à região, e ganhou força após a Segunda Guerra Mundial, quando o local se firmou como principal entreposto de alimentos da cidade. Sua localização foi pensada de forma estratégica: no quadrilátero próximo à antiga rede ferroviária e ao rio Tamanduateí, facilitava o embarque e desembarque de mercadorias. Hoje, quem visita costuma reservar tempo para percorrer os boxes do térreo, provar frutas oferecidas pelos vendedores e subir ao mezanino, onde ficam os restaurantes. Por estar a poucos minutos a pé da Rua 25 de Março, é fácil incluir o mercado em um passeio de compras pelo centro.