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Liberdade Fair Celebrates 48 Years of Asian Culture in São Paulo
Realizada aos sábados e domingos desde 1975, a feira reúne artesanato e culinária japonesa e chinesa na praça símbolo do bairro com a maior comunidade japonesa fora do Japão.
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Aos fins de semana, a Praça da Liberdade, no centro de São Paulo, ganha barracas coloridas e o aroma de comidas típicas. A Feira de Arte, Artesanato e Cultura da Praça da Liberdade, também conhecida como Feira Oriental, é realizada desde 1975 e acontece aos sábados e domingos, das 10h às 18h, com entrada gratuita. É um dos passeios mais tradicionais para quem quer experimentar a cultura oriental na capital.
Criada inicialmente com foco no artesanato de origem japonesa, a feira se expandiu ao longo das décadas e passou a reunir artigos orientais variados, cerâmica, peças em madeira e metal, além de apresentações musicais e performances. A culinária é um dos grandes atrativos: nas barracas, sobretudo na Rua dos Estudantes, é possível provar dorayaki, takoyaki, gyoza e pastéis.
O bairro que preserva a tradição
A feira é indissociável da Liberdade, bairro que começou a receber imigrantes japoneses no início do século 20, a partir de 1908, e é conhecido por abrigar a maior comunidade japonesa fora do Japão. As luminárias vermelhas no estilo suzurantō, instaladas a partir dos anos 1970, e ruas como a Galvão Bueno ajudam a compor a atmosfera oriental que transformou hábitos, culinária e arquitetura da região.
Chegar é simples: a Praça da Liberdade fica ao lado da estação Liberdade do metrô, na Linha 1-Azul. Aos domingos, a visita pode ser combinada com o programa municipal que fecha ruas do bairro para pedestres, tornando o passeio ainda mais tranquilo para famílias e grupos de amigos que exploram o centro histórico paulistano.
A identidade oriental do bairro foi reforçada nos anos 1970, quando a Associação dos Lojistas da Liberdade doou parte da decoração em estilo japonês, com a instalação das luminárias e a construção de um portal no Viaduto Cidade de Osaka. A influência da comunidade se estende muito além da feira: aparece na culinária, na arquitetura, no artesanato, na música e na prática de artes marciais que marcam o cotidiano da região. Ao longo dos anos, a Feira da Liberdade se tornou também um ponto de encontro entre gerações de descendentes e curiosos, ajudando a manter vivas tradições que chegaram a São Paulo com a imigração japonesa e que hoje fazem parte do calendário cultural da cidade.